(...) mas era interrompida pela água turva que me entrava no ouvido, percorrendo cada parte do meu corpo como se fosse tudo terra suja. entranhou-se nos meu poros dilatados. senti-me encurralada, encurralada na minha própria teia. a minha respiração tornou-se exageradamente mais forte. agarrei-me aos lençois da cama com todas as minhas forças.
mas o meu peito estava preso, a minha lingua estava presa (também).
preso nas entranhas. presa na cavidade da boca.
Chamei por ti. Atende.
Mas já não estavas ali. Eras e sempre foste apenas uma sombra naquela caixa de metro e meio .
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